Quanto Custa 1 Kg De Plástico Para Reciclagem - Quanto custa uma máquina de reciclagem de plástico? -Blog
Quanto custa uma máquina de reciclagem de plástico? -Blog

O preço real do quilo de plástico reciclável

O valor varia muito dependendo do tipo de resíduo, da região e do volume que você entrega. A média nacional gira em torno de R$ 0,30 a R$ 1,20 por quilo, mas isso é só um ponto de partida. O mercado de recicláveis não tem tabela fixa como produtos industriais. Cada cooperativa, cada transformatiro e cada revendedor faz sua própria cotação no dia. Se você é catador autônomo ou administra uma coleta seletiva, a diferença entre saber isso e não saber pode significar perder até 40% do valor real da sua mercadoria.

Quanto custa 1 kg de plástico para reciclagem em 2025

Os plásticos mais valorizados são o PET transparente e o HDPE (aquelas garrafas de detergente, por exemplo). Eles podem chegar a R$ 1,00 ou pouco mais no quilo em algumas regiões do Sudeste, especialmente se já estiverem classificados, limpos e prensados. Já os filmes plásticos e embalagens multicamadas, aqueles que são difíceis de separar, muitas vezes pagam menos de R$ 0,30 o quilo ou simplesmente não são comprados por muitos compradores menores. O PVC é um caso à parte. Ele praticamente não tem aceitação no mercado informal de reciclagem. A maioria dos centros de triagem recusa porque a queima libera cloro e contamina todo o lote. Se você tem PVC na mistura, o ideal é remover antes de levar ao ponto de venda. Isso já me custou uma corrida de 40 quilômetros com um lote que acabou sendo rejeitado na entrada porque tinha fração de PVC misturada ao PET. Desde aí, faço triagem manual prévia em tudo que passa pela minha esteira.

O PP (polipropileno) e o LDPE (filme) têm aceitação variável. Em lugares bem estruturados, o PP pode valer entre R$ 0,50 e R$ 0,80 o quilo. Já os filmes, por serem leves e volumosos, muitas vezes são compensados pelo peso bruto e não pelo peso limpo, o que pode inflar artificialmente o valor pago. Fique atento a essa diferença. Um kg de filme compactado pesa bem menos que um kg de PET flocado, então o preço por quilo parece tentador, mas a rentabilidade real depende do volume que cabe no seu caminhão, não do peso que entra na balança. A região também manda muito. No Sul e Sudeste, com mais indústrias de transformação, os preços são mais altos. No Norte e Nordeste, a oferta de compradores é menor e os valores caem. A logística reversa encarece o frete, e o comprador repassa esse custo na hora de fechar a compra. Um quilo de PET em São Paulo pode valer 60% a mais que o mesmo quilo no interior do Maranhão, por exemplo.

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Outro fator que ninguém sempre menciona é a umidade. Se o plástico vier sujo de restos de alimento ou molhado, o comprador vai descontar do peso. Já vi gente vender 50 quilos e receber pagamento por 38 porque a mercadoria estava com umidade alta demais. Deixa secar ao sol antes de entregar, senão está trabalhando de graça. Para quem quer uma referência atualizada, o Sindicontal publica boletins semanais com preços médios por estado e por tipo de plástico. Vale a consulta. E o preço de revenda do plástico reciclado, o granel vendido para as indústrias, também influencia diretamente o preço de compra que eles conseguem pagar para o coletor. Se o granel sobe, o preço na ponta sobe junto, com defasagem de alguns dias. Isso é ciclo rápido.

O que realmente define o valor final é a qualidade do material entregue. Plástico classificado por tipo, sem contaminação orgânica, sem etiquetas em excesso e sem presença de outros materiais pagam mais porque reduzem o custo de triagem do transformatiro. Se você consegue entregar um lote homogêneo de PET transparente, vai negociar de melhor posição do que entregando um saco misturado com resto de tudo. O mercado premia a uniformidade. O resto é negociação de último minuto com quem compra por qualquer coisa mesmo.