Quem Fundou A Academia Brasileira De Letras - Quem fundou a Academia Brasileira de Letras? – Estados e Capitais do Brasil
Quem fundou a Academia Brasileira de Letras? – Estados e Capitais do Brasil

A fundação da Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras (ABL) foi fundada em 15 de julho de 1897, no Rio de Janeiro, então capital da República. A ideia original foi de Machado de Assis, que já ocuparia a cadeira de número 1 e se tornaria seu primeiro presidente. Ele reuniu um grupo de escritores e intelectuais para criar uma instituição que funcionaria como espelho da Académie Française, com o propósito de zelar pela norma culta da língua portuguesa no Brasil.

quem fundou a academia brasileira de letras

Quem fundou a academia brasileira de letras foi, formalmente, um grupo de 26 intelectuais reunidos sob a iniciativa de Machado de Assis. Desses, os nomes mais citados nos documentos fundacionais incluem Rui Barbosa, Olavo Bilac, Lima Campos, Afonso Celso, Carlos Laet e Luís Murat. O documento oficial de fundação ficou conhecido como "Ata de Fundação da Academia Brasileira de Letras". O que muita gente não sabe é que Machado de Assis escreveu ele mesmo a maior parte do regulamento interno. A estrutura de 40 cadeiras, cada uma dedicada a um escritor brasileiro falecido, foi uma escolha deliberada dele. Na prática, isso significa que você não elege uma ideia — você elege uma pessoa já morta. A dinâmica fica estranha quando você pensa que, ao assumir uma cadeira, você basicamente ocupa a cadeira de alguém que já foi membro antes de você. O sistema de "sucessão" gera um efeito curioso: alguns ocupantes das mesmas cadeiras ao longo da história são contemporâneos entre si, mas dividem o mesmo assento simbólico.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Um detalhe prático que poucos conhecem: as eleições para as cadeiras não acontecem necessariamente na morte do membro anterior. Há casos de vagaturas que ficam abertas por anos enquanto os acadêmicos discutem o melhor candidato. Já vi processos eleitorais dentro da ABL que duraram mais de dois anos porque os votantes não conseguiam consenso. O regulamento prevê regras para desempate, mas na prática a pressão social entre os membros frequentemente resolve tudo por acordos informais antes de chegar a votação formal. O estatuto atual prevê que um acadêmico só pode ser membro vitalício se tiver contribuições relevantes para as letras ou ciências. Isso foi uma mudança posterior — originalmente a regra era maisflexível, o que permitiu a entrada de figuras políticas e militares além de escritores puros. Rui Barbosa, por exemplo, era primordialmente jurista e político. Essa miscelânea ainda causa debates internos sobre o que realmente define a "filiação" à instituição.

Se você está buscando informações oficiais, o site da ABL (www.academia.org.br) mantém o acervo completo das atas, biografias de todos os acadêmicos e a cronologia de fundação. Para pesquisa acadêmica séria, recomendo cruzar os dados com o livro "História da Academia Brasileira de Letras", de Luis Murat, que foi um dos fundadores e escreveu a versão mais próxima dos fatos tal como aconteceram. A versão de Murat tem vieses óbvios — ele era insider — mas é imbatível em detalhes que documentos oficiais omitem.