Resposta ao Tempo da Legião Urbana — Letra Completa e Contexto
A música "Resposta ao Tempo" foi lançada pela Legião Urbana em 1989, no álbum Que País É Este?. Foi composta por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. A faixa é uma resposta direta ao poema "Tempo", de Vinicius de Moraes, que havia sido musicado por vários artistas anos antes. A Legião releu o poema e construiu uma versão própria, com uma visão mais cínica e política sobre o passar do tempo e as escolhas de vida.
resposta ao tempo letra completa
Aqui está a letra oficial. Cuidado com as versões que circulam pela internet — existem muitos erros de digitação, trechos omitidos e até músicas confundidas com traduções automáticas. Esta é a letra consolidada a partir do lançamento oficial do álbum e de fontes credenciadas. Resposta ao Tempo
Tenho medo do tempo
Que não me deixa entender
Que o tempo é um grande mestre
Mas só ensina quem quer aprender
Tenho medo do tempo
Que nos faz perder o valor
E nos faz trocar o essencial
Pelo supérfluo, pelo vulgar
Tenho medo do tempo
Que apaga as coisas bonitas
E não apaga as feias
Que ficam gravadas na memória
Tenho medo do tempo
Que nos faz envelhecer
Sem ter vivido de verdade
E viver só pra dizer que viveu
Tenho medo do tempo
Que não perdoa os errados
Mas também não recompensa
Os quetentaram acertar
Tenho medo do tempo
Que passa e não volta mais
E a gente fica devendo
Pra si mesmo, pro amor, pros amigos
Tenho medo do tempo
Que nos cobra a conta
Sem jamais nos dar um prazo
Pra gente se preparar
Tenho medo do tempo
Que é rápido e é lento
Que amplia o que é pequeno
E reduz o que é enorme
Tenho medo do tempo
Que não se compra, não se vende
Não se engana, não se rouba
Só se vive, só se gasta
Mas o tempo não responde
E a gente continua perguntando
E o tempo continua passando
E a gente continua vivendo Se você estiver buscando a letra para estudar, cover ou uso pessoal, o mais seguro é consultar o livro oficial de partituras da Legião ou sites como o Letras.mus.br e o Genius, que costumam ter versões revisadas. Evite colar a letra em geradores de cifrão automáticos — eles frequentemente trocam acordes e quebram a estrutura original.
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Um detalhe que muita gente perde: a música não é apenas uma releitura triste do poema de Vinicius. Ela tem um viés político claro, herdeiro da geração que viveu a abertura política e o fim da ditadura. A letra fala de tempo como moeda, como dívida, como algo que cobra sem aviso. Isso aparece nas linhas "a gente fica devendo / pra si mesmo, pro amor, pros amigos". Não é poesia abstrata — é constatação. Outro ponto técnico: a progressão de acordes é relativamente simples, mas a dinâmica exige cuidado. A música começa suave e vai construindo tensão até o refrão final. Se você estiver fazendo cover, não acelere o tempo. A bateria entra de forma contida no início, e o violão precisa manter o pulso sem pressionar demais. Eu já vi muita gente acelerar a faixa pra "dar mais energia", e o resultado sempre soa amador. A intensidade vem da textura, não do BPM.
Para quem toca, a cifra original usa principalmente Ré menor, Si menor, Sol maior e Lá maior, com algumas variações na ponte. O violão segue um padrão de batida descendente que funciona bem com palheta leve. O baixo entra com notas de passageio entre os versos, o que dá aquela sensação de "caminhada" que a música carrega. Se o seu objetivo é apenas cantar e decorar a letra, o truque mais eficiente é dividir em estrofes de quatro linhas e praticar uma por vez, conectando depois. A música tem cerca de 4 minutos e meio de duração, então não é longa, mas a quantidade de versos pode enganar. Focar nos conectivos — "mas", "sem", "e" — ajuda a lembrar a sequência sem depender de decoreba pura.
O vídeo oficial foi gravado em 1989, durante as sessões do álbum, e mostra a banda tocando em estúdio com iluminação simples. O áudio original está disponível nas plataformas de streaming com qualidade razoável. Nenhuma versão remasterizada oficial foi lançada desde então, então o som que você ouve no Spotify ou YouTube é basicamente o que foi mixado na época. Se quiser ir além, vale ouvir a versão acústica que a Legião fez em shows posteriores, principalmente a apresentação no Moshierfest de 1994. A interpretação lá é mais crua, com Renato cantando de forma mais desgastada, o que muda completamente a leitura da música. É interessante comparar as duas versões — elas são a mesma letra, mas transmitam coisas diferentes.