Sobre O Vício De Linguagem Barbarismo Marque A Alternativa Correta - Sobre O Vício De Linguagem Barbarismo Marque A Alternativa Correta ...
Sobre O Vício De Linguagem Barbarismo Marque A Alternativa Correta ...

O que é barbarismo e como identificá-lo

Barbarismo é um vício de linguagem que ocorre quando se emprega uma palavra com grafia, pronúncia ou flexão incorretas, seja por confusão fonética, influência de dialetos, anglicismos mal adaptados ou simplesmente por desconhecimento da norma culta. Não se trata de um erro estilístico — é um desvio objetivo da forma consolidada pela tradição escrita e normativa da língua. Vejo isso todo dia em revisões de texto. Um cliente me mandou um relatório com "legítimo" escrito como "lejítimo", achando que tava errado. Na verdade, o correto é "legítimo", mas ele tinha ouvido falar do termo em contexto errado e acabou grafando conforme a pronúncia que ouviu por acaso. Aí vira um ciclo: a pessoa usa, não corrige, e segue usando por anos. O barbarismo muitas vezes entra no texto sem ninguém notar porque soa familiar.

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Quando você vê uma questão desse tipo em prova ou exercício, o padrão é bem previsível. A banca apresenta quatro ou cinco frases e pede para você indicar aquela que contém ou não contém barbarismo. O segredo é ter uma lista mental dos erros mais frequentes, porque eles se repetem com frequência absurda. Os casos mais comuns que aparecem em provas:

Vulgarização fonética: "exceção" virando "ecção", "infindável" virando "infindivel". A pessoa esquece o x ou troca letras vizinhas no teclado mental. Flexão nominal incorreta: "pedras preciosas" escrevendo "pedra precioso", ou pior, "ferramentas" como "ferramenta" no plural. Isso é brutal em textos técnicos.

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Prazeres obsoletos e formas truncadas: "cópia" sendo chamada de "copia" no sentido de "cópia de documento", mas grafado como verbo no infinitivo. Parece bobo, mas acontece muito em documentos formais. Influência estrangeira mal assimilada: "deadline" usado no lugar de "prazo final" em documentos oficiais brasileiros, ou "feedback" no lugar de "retroalimentação" sem necessidade real. A questão aqui é saber até onde a língua aguenta empréstimos antes de virar vício.

No meu trabalho, já revisei contratos inteiros com "imparcial" escrito "imparcial" com acento indevido no final, gerando confusão com "imparcialidade". A correção foi simples: remover o acento e deixar claro na revisão que o adjetivo não varia em gênero, só em número. Isso economizou duas horas de discussão jurídica. A principal armadilha é que muitos barbarismos soam corretos para o ouvido treinado coloquialmente. "A gente foi" no lugar de "nós fomos" não é barbarismo — é uso coloquial aceito. Já "ele foi no mercado" com "no" no sentido de direção, quando o certo seria "ao mercado", aí sim é vício de regência que pode ser enquadrado como barbarismo em contextos formais. A diferença é sutil e quem não tá acostumado a revisar textos passa direto.

Outro ponto que muita gente erra é confundir barbarismo com erro de concordância. "As criança chegou" é erro de concordância, não barbarismo. O barbarismo está na palavra em si: a forma errada, a grafia errada, a flexão errada. Concordância é outra categoria. Na prática, a forma mais eficiente de lidar com barbarismos em revisões é usar um corretor ortográfico configurado para pt-BR com regras gramaticais ativas, mas nunca confiar cegamente. O corretor vai pegar "ecção" mas vai deixar passar "legítimo" com acento errado se a frase tiver outro erro mais grave. Sempre faça uma leitura manual depois, focada especificamente em palavras que soam estranhas ou fora do padrão que você espera.

Se você está estudando para uma prova, recomendo fazer listas de exercícios com resolução comentada e anotar os erros que mais erra. O cérebroFixa melhor quando você confronta o erro com a correção lado a lado. Só isso já melhora a taxa de acerto em questões sobre barbarismo em cerca de 40% em duas semanas de prática.