O que é o enigma dos três amigos no restaurante
O enigma dos tres amigos foram a um restaurante que vende diferentes é uma charada lógica bastante comum em materiais de raciocínio e competições de quebra-cabeça. A estrutura básica envolve três pessoas que entram em um estabelecimento, cada uma faz um pedido distinto, e a partir das informações dadas sobre preços, trocos ou quantidades, o leitor precisa descobrir algo específico — geralmente quem pediu o quê, quanto pagou, ou qual foi o valor final da conta.Não existe uma versão única e canônica. Existem variações, mas a versão mais circulada no Brasil gira em torno de três amigos que vão a um restaurante que vende pratos de diferentes preços, digamos R$10, R$15 e R$20. Cada um pede um prato diferente, cada um paga com uma nota diferente, e há pistas como "o que pagou com a nota de maior valor não pediu o prato mais barato" ou "o que pediu o mais caro deixou o troco exato". O objetivo é montar a tabela lógica e responder à pergunta final.
tres amigos foram a um restaurante que vende diferentes — como resolver passo a passo
A técnica que funciona consistentemente é a tabela de eliminação cruzada. Você desenha uma grade onde as linhas representam os amigos (A, B, C) e as colunas representam os pratos ou valores. Depois, preenche com V (verdadeiro) e F (falso) conforme as pistas vão eliminando combinações. Meu processo prático é o seguinte:
Passo 1 — Liste todos os elementos. Pratos disponíveis, valores, notas com que pagaram. Quantas colunas e linhas você tiver, anote. Em uma variação comum, são 3 amigos × 3 pratos × 3 notas = uma matriz de 9 células para analisar. Passo 2 — Traduza cada pista para uma restrição. "João não pediu o filé" vira uma interdição na célula correspondente. Pistas categóricas como "o que pediu o prato X pagou com a nota Y" são as mais poderosas porque preenchem duas celas de uma vez.
Passo 3 — Comece pelas restrições mais fortes. Em geral, uma afirmação direta como "Carlos pagou com a nota de R$50" resolve uma variável inteira. A partir daí, propaga as consequências para as outras colunas. Passo 4 — Verifique se sobrou apenas uma opção para cada amigo. Se duas possibilidades permanecerem, volte e veja se perdeu alguma inferência implícita nas pistas anteriores. Isso acontece com frequência quando a charada usa linguagem ambígua.
Na prática, eu resolvo esse tipo de enigma em cerca de 3 a 5 minutos se estiver familiarizado. A primeira vez que me deparei com uma versão mal elaborada, a pista "o terceiro amigo deixou um troco maior que o segundo" era matematicamente impossível dado os valores listados. O que fiz foi recalibrar assumindo que "maior" se referia ao valor absoluto do troco, não à nota utilizada, e o enigma funcionou. Em versões mal construídas, isso costuma ser a diferença entre conseguir resolver e travar.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Erros comuns ao resolver e como evitá-los
A armadilha mais frequente é assumir informações que não estão escritas. Por exemplo, achar que "três amigos pediram pratos diferentes" significa que os três pratos disponíveis do cardápio foram pedidos, quando na verdade pode haver mais pratos no cardápio do que pessoas. A premissa só garante que as escolhas são distintas entre si, não que esgotaram o cardápio. Outro erro frequente é tratar pistas condicionais como se fossem bicondicionais. "Se pediu o pratog, então pagou com nota de R$20" não significa que todo mundo que pagou com R$20 pediu o prato g. Essa inversão é inválida logicamente e já vi gente perder minutos preciosos por causa dela.
Quando a charada inclui cálculos monetários com trocos, a confusão entre valor pago e valor efetivamente descontado da conta é constante. Se alguém pagou com uma nota de R$50 num prato de R$37, o troco é R$13. Mas o que importa para o enigma costuma ser a nota utilizada, não o troco em si. Focar no número errado gera caminhos de resolução falhos.
Quando o enigma não tem solução única
Nem todo três amigos foram a um restaurante que vende diferentes que você encontrar pela internet tem resposta definitivamente correta. Há variantes publicadas em livros e sites que possuem mais de uma configuração logicamente válida. Nesses casos, o que o autor considera "a resposta" é apenas uma das interpretações possíveis, e às vezes a escolha dele depende de convenções informais — como assumir que trocos devem ser números inteiros ou que notas disponíveis são apenas as usadas no Brasil (R$2, R$5, R$10, R$20, R$50, R$100). Se você chegou a duas soluções válidas, verifique se alguma delas viola uma restrição implícita que não estava explicitamente declarada. Às vezes a solução esperada é aquela que usa o menor número de notas ou evita combinações excêntricas de troco. Não é rigoroso, mas é assim que enredos mal formulados costumam ser resolvidos na prática.
Variantes que você vai encontrar
Existem variações que misturam o enigma com cálculo de porcentagem, como adicionar serviço de 10% na conta e pedir para dividir igualmente. Nesse caso, além da lógica de eliminação, você precisa calcular o valor total com taxa e repartir. A parte lógica continua a mesma, mas a aritmética extra dobra o tempo de resolução. Também há versões em que os "diferentes" não se referem a pratos, mas a bebidas, sobremesas, ou tamanhos de porção. A estrutura permanece idêntica — variáveis cruzadas, restrições, eliminação —, mas o vocabulário muda. Se você domina o formato com pratos e valores, consegue transferir o método para essas variantes sem aprendizado adicional significativo.
O interessante é que esse tipo de exercício treina exatamente a habilidade que problemas reais do dia a dia demandam: montar restrições a partir de informações incompletas e deduzir o que ainda não foi dito. Não é coincidência que apareça tanto em materiais de preparação para concursos e testespsicométricos. O raciocínio é o mesmo, só muda o contexto.