Um Hospital Tem 7 Médicos Cardiologistas E 6 Médicos Neurologistas - Um hospital tem 7 médicos cardiologistas e 6 médicos neurologistas em ...
Um hospital tem 7 médicos cardiologistas e 6 médicos neurologistas em ...

Resolvendo problemas de arranjo com cardiologistas e neurologistas

Quem já tentou encarar problemas de combinatória no dia a dia rapidamente percebe que o negócio é mais chato do que difícil. O problema com 7 cardiologistas e 6 neurologistas aparece frequentemente em listas de exercícios de concursos, provas de engenharia e materiais didáticos do ensino médio. A gente precisa entender o que está sendo pedido antes de abrir a calculadora.

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Aqui está o cenário base: você tem 13 médicos no total, divididos entre duas especialidades. A partir daí, as perguntas podem variar bastante. O erro mais comum é pular direto para a fórmula sem entender se precisa de combinação, permutação ou arranjo. A diferença entre eles altera completamente o resultado final, e muita gente erra por causa disso. Vamos lá com os casos mais frequentes. Primeiro, quando a pergunta pede para formar uma comissão ou selecionar um grupo de pessoas sem considerar a ordem. Aqui a combinação entra em jogo. Se quiser escolher, por exemplo, 5 médicos de forma aleatória dentre os 13, você usa C(13,5). O cálculo fica 13! dividido por 5! multiplicado por 8!, que dá 1.287 possibilidades. Simples, mas apenas se a ordem realmente não importar.

Agora imagine que a posição importa. Quinze dias atrás eu estava revisando material para um aluno que estava travado num exercício onde os médicos precisavam ser organizados em fila para uma foto institucional. Ele tentou usar combinação e o gabarito não batia. Era arranjo, claro. Se você precisa formar uma diretoria com cargos distintos — presidente, vice, secretário — usando 3 pessoas escolhidas entre os 13, aí entra A(13,3). O resultado é 13 multiplicado por 12 multiplicado por 11, que é 2.196. A ordem dos cargos muda tudo. O segundo caso mais comum envolve restrições de especialidade. Tipo: a comissão precisa ter pelo menos um cardiologista ou exatamente três neurologistas. Nesses cenários, o melhor caminho é separar por casos. Para "pelo menos um cardiologista", você calcula o total de forma mais fácil usando o complemento: pega todas as formas possíveis de escolher o grupo e subtrai aquelas que não têm nenhum cardiologista, ou seja, grupos formados exclusivamente por neurologistas. Se for uma comissão de 5 médicos, seria C(13,5) menos C(6,5). 1.287 menos 6 = 1.281.

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Quando a restrição exige um número exato de cada especialidade, aí você multiplica os resultados. Três neurologistas e dois cardiologistas num comitê de cinco? C(6,3) vezes C(7,2). 20 vezes 21, igual a 420 combinações. Essa regra de multiplicação só vale porque a escolha dos neurologistas é independente da escolha dos cardiologistas. Outro detalhe que costuma pegar os iniciantes de surpresa é quando os médicos da mesma especialidade são considerados indistinguíveis entre si. Em problemas teóricos isso aparece às vezes, mas na prática real de hospitais isso nunca acontece. Eu já vi gente perder ponto por tratar pessoas como idênticas quando o enunciado deixava implícito que eram indivíduos diferentes. A regra geral é: a menos que o problema diga explicitamente que os elementos são idênticos, trate cada médico como único.

Para problemas de probabilidade com essa estrutura, você divide os casos favoráveis pelos casos possíveis. Se a pergunta for qual a chance de um grupo aleatório de 4 médicos ter pelo menos um neurologista, o cálculo fica assim: primeiro acha o total de grupos de 4, que é C(13,4) = 715. Depois subtrai os grupos sem nenhum neurologista, ou seja, C(7,4) = 35. Favoráveis = 715 - 35 = 680. A probabilidade é 680 dividido por 715, aproximadamente 95%. A chance de pegar um grupo só de cardiologistas é realmente baixa com esse tamanho de amostra. O principal Armadilha é confindir arranjo com combinação em problemas que envolvem seleção com ordem. Outra pegadinha frequente é esquecer que o "pelo menos" pede uso do princípio complementar. E tem o erro mais burrinho de todos: somar ao invés de multiplicar quando se combinam grupos independentes de especialidades diferentes. C(6,3) mais C(7,2) não faz sentido nenhum nesse contexto. Sempre multiplica.

Se o problema envolver permutação com elementos repetidos — tipo organizar todos os 13 médicos em uma fila mas considerando que cardiologistas são intercambiáveis entre si — a fórmula é 13! dividido por 7! multiplicado por 6!. O resultado é um número enorme, cerca de 78 milhões de arranjos. Na prática, ninguém organiza médicos indistinguíveis, então essa variação é puramente acadêmica. Resumindo: leia o enunciado duas vezes antes de aplicar qualquer fórmula. Identifique se ordem importa. Separe restrições de especialidade em casos independentes. Use complemento para "pelo menos". E não some combinações — multiplique quando os grupos forem independentes. O resto é só prática mesmo.