Um Jardineiro Dispoe De K Metros - ENEM 2024. - Q169 - Um jardineiro dispõe de k metros lineatres de cerca ...
ENEM 2024. - Q169 - Um jardineiro dispõe de k metros lineatres de cerca ...

Resolvendo problemas com um jardineiro dispoe de k metros

Esse tipo de questão aparece o tempo todo em listas de exercícios de matemática, e na maioria das vezes é só uma questão de otimização com restrições. O cenário básico é: um jardineiro tem K metros de cerca e precisa montar um espaço retangular, muitas vezes usando uma parede ou um rio como um dos lados, para maximizar a área. O que as pessoas costumam errar não é a derivada. É identificar corretamente quais lados realmente usam o material disponível. Eu vi muita gente colocar os quatro lados na equação quando o enunciado deixa claro que um dos lados já existe — seja parede, cerca existente, ou um corpo d'água. Isso distorce todo o resto do cálculo.

Um jardineiro dispoe de k metros

Vamos começar pela configuração mais comum, que é a cerca retangular contra uma parede. Nesse caso, você só precisa de três lados de cerca: dois lados perpendiculares à parede e um lado paralelo. Se chamarmos a largura de x e o comprimento de y, a restrição fica: K = 2x + y

Daqui, isolamos y: y = K - 2x

A área é A = x · y, então substituímos: A(x) = x(K - 2x) = Kx - 2x²

Para maximizar, derivamos em relação a x e igualamos a zero: A'(x) = K - 4x = 0

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x = K/4 E, consequentemente, y = K - 2(K/4) = K/2. Ou seja, o lado paralelo à parede deve ter o dobro do comprimento dos lados perpendiculares. A área máxima será A = (K/4)(K/2) = K²/8.

Se a questão pedir o valor numérico, basta substituir K pelo número dado no problema. Nada mais complicado que isso, desde que você não confunda quais lados estão sendo cercados. Um detalhe que quase ninguém menciona e que causa problemas na prática é o fator espessura da cerca e os postes nos cantos. Em exercícios teóricos isso é irrelevante, mas se você estiver levando esse cálculo para uma situação real de jardinagem, cada poste consome espaço e cada conexão gasta material extra. Eu já passei por isso numa obra simples onde o jardineiro tinha 50 metros de tela aramada e precisava cercar um canteiro retangular aproveitando o muro de tijolos de um galpão como um dos lados. O cálculo teórico dizia que eu deveria usar 12,5 metros para cada lado perpendicular e 25 metros para o lado paralelo. Na prática, eu precisei reservar cerca de 1 metro no total para os postes e conexões, o que reduziria o K efetivo para cerca de 49 metros. Não parece muito, mas em problemas menores essa margem altera o resultado final. Eu ajustei simplesmente recalculando com K = 49 e pronto.

Outro formato frequente é o retângulo completo, sem parede. Nesse caso a restrição é K = 2x + 2y, o que leva a y = K/2 - x e A(x) = Kx/2 - x². A derivada dá x = K/4 e y = K/4 também, ou seja, o quadrado é a configuração ótima. A área máxima é K²/16, metade do que se obteria na configuração com parede. Fazer essa distinção logo de cara economiza minutos de trabalho e evita respostas erradas em provas. Existe ainda a variante semicircular, onde o jardineiro usa K metros para formar um arco e aproveita uma linha reta pré-existente como diâmetro. Nesse caso, o comprimento do arco é pi·r = K, então r = K/pi, e a área do semi círculo é (pi·r²)/2 = K²/(2·pi). Esse resultado é menor que o do retângulo com parede para o mesmo K, mas às vezes o enunciado pede especificamente essa forma, então vale saber fazer a conta rapidinho.

O ponto crítico que os materiais didáticos geralmente pulam é verificar se o valor de x encontrado realmente está dentro do domínio viável. No caso do retângulo com parede, x precisa ser positivo e y também, então 0 < x

K/2. Como nosso ótimo caiu em x = K/4, que está bem dentro desse intervalo, tudo certo. Mas se o problema impuser restrições adicionais — tipo uma largura máxima disponível no terreno — o ótimo teórico pode ficar fora do domínio viável e aí o máximo ocorre numa das fronteiras, não no ponto crítico. Nesses casos, você testa os valores de fronteira e escolhe o maior. Se a questão envolver múltiplas divisões internas, como um jardineiro querendo dividir o canteiro em dois ou mais recintos com a mesma quantidade de cerca, a equação muda. Para dois recintos lado a lado compartilhando um divisória paralela aos lados de largura, a restrição vira K = 3x + 2y. A área é x·y, e o processo de substituir e derivar segue o mesmo padrão. A derivada leva a x = K/6 e y = K/4, e a área máxima cai para K²/24. O raciocínio é idêntico; apenas a restrição se modifica.

Na prática, o que mais trava quem tá começando é traduzir o texto do problema pra equação correta. A parte algébrica em si é direta. Recomendo ler o enunciado duas vezes,-highlight quais lados usam cerca e quais já existem, e só então escrever a restrição. Isso reduz o erro mais frequente pela metade. Se você quiser praticar, existem listas de exercícios online em sites educacionais brasileiros que trazem variações desse problema. O importante é não decorrer a resposta final, mas entender por que o ótimo cai nos valores que cai. Quando a lógica faz sentido, você resolve qualquer variação que apareça, mesmo com K dado de forma simbólica ou numérica.