Uma Mola É Solta Da Posição Distendida Conforme A Figura - ENEM 2021: Uma mola é solta da posição distendida conforme a figura. A ...
ENEM 2021: Uma mola é solta da posição distendida conforme a figura. A ...

Resolvendo o problema da mola solta a partir da posição distendida

Esse tipo de questão aparece em quase todas as listas de exercícios de física mecânica. Uma mola, inicialmente esticada, é solta e você precisa determinar velocidade, energia ou altura em algum ponto do movimento. A abordagem padrão é usar conservação de energia mecânica, mas tem uns detalhes que os livros costumam pular.

Como resolver uma mola é solta da posição distendida conforme a figura

O primeiro passo é identificar o que está sendo dado no enunciado. Normalmente você recebe a constante elástica k, a deformação inicial x na posição de distensão, e às vezes a massa do corpo preso à mola. A figura costuma mostrar a mola esticada numa extremidade fixa, com um bloco na outra ponta, e às mais indicações de onde o bloco será solto. Vamos ao cálculo. Como a mola parte do repouso na posição distendida, a energia cinética inicial é zero. Toda a energia do sistema está na forma de energia potencial elástica. Isso significa que E_elastica = 1/2 * k * x². Quando o bloco passa pela posição de equilíbrio da mola, essa energia potencial se transforma completamente em energia cinética, desde que não haja atrito. Nesse ponto, 1/2 * k * x² = 1/2 * m * v², donde v = x * raiz(k/m).

Se a questão pedir algo diferente, como a velocidade num ponto intermediário ou a compressão máxima da mola, a ideia é a mesma: igualar a energia total nos dois pontos. A energia mecânica total se conserva. Use E_total = 1/2 * k * x_inicial² como seu ponto de partida. Um problema que vi muitas vezes os estudantes errarem é confundir a deformação inicial com o comprimento total da mola. O enunciado fala que a mola está distendida, mas às vezes dá o comprimento total em vez da deformação. A deformação x é a diferença entre o comprimento atual e o comprimento natural da mola. Se o comprimento natural não estiver explícito, verifique se ele está implícito na figura ou no texto. Eu já perdi tempo em prova descobrindo isso aos poucos. Sempre marque no papel o que é comprimento natural, o que é comprimento esticado e o que é a deformação real antes de pluggar números na fórmula.

Outro ponto que vale atenção: quando a mola atinge a posição de equilíbrio, a velocidade é máxima, mas a aceleração é zero. O bloco não para aí. Ele continua movendo-se por inércia e comprime a mola do outro lado. Se a questão pedir a compressão máxima, ela será igual à distensão inicial em magnitude, desde que não haja atrito e o sistema seja conservativo. Sem atrito, o movimento é perfeitamente simétrico. Se houver atrito, as coisas mudam. A força de atrito dissipativa retira energia do sistema a cada meio-período. Nesse caso, a compressão máxima do lado oposto será menor que a distensão inicial. A energia perdida por atrito é igual à força de atrito multiplicada pela distância percorrida. Para resolver com atrito, some as perdas ao longo do caminho e iguale ao balanço de energias nos pontos de interesse. Funciona, mas exige cuidado extra com os sinais.

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Se você quer um exemplo prático: constante k = 200 N/m, massa m = 2 kg, distensão inicial x = 0,15 m. A energia inicial é 1/2 * 200 * 0,15² = 2,25 J. Na posição de equilíbrio, a velocidade será v = raiz(2*2,25/2) = raiz(2,25) = 1,5 m/s. Se a pergunta for sobre a altura máxima atingida caso o bloco desprenda da mola nesse ponto, basta usar m*g*h = 1/2*m*v², dando h = v²/(2*g) = 2,25/19,6 0,115 m. Simples, mas a cadeia de raciocínio precisa estar alinhada. Não existe atalho que substitua o entendimento da conservação de energia. Fórmulas prontas funcionam só quando o problema é exatamente padrão. Basta aparecer uma inclinação, um fio, ou a mola não estar horizontal, e a coisa complica. Aí o caminho seguro é sempre: diagrama de corpo livre, lista de energias nos estados inicial e final, e igualdade. Se faltar informação, pergunte o que falta antes de chutar.

Eu recomendo treinar com problemas que envolvem molas em diferentes configurações. Horizontal, vertical, com polias, com superfícies inclinadas. Cada variação mostra um aspecto diferente da física do sistema. A base permanece a mesma, mas a modelagem muda. Treinar bastante esse tipo de variação economiza tempo na hora da prova e evita os erros mais comuns.

Dicas práticas para não errar na hora da prova

Sempre defina o ponto de referência para energia potencial gravitacional. Escolha um nível zero e mantenha-o durante todo o problema. Trocar o zero no meio do cálculo gera erros que parecem misteriosos até você perceber onde errou. Verifique se a mola está dentro do regime elástico. A lei de Hooke só vale enquanto o material não ultrapassar o limite de proporcionalidade. Problemas de livro costumam ignorar isso, mas em questões mais avançadas ou em contextos de engenharia, o limite elástico pode ser determinante. Se a deformação for grande demais, a energia potencial elástica deixa de ser 1/2 * k * x².

Quando a mola é vertical, lembre-se de que a posição de equilíbrio muda devido ao peso do corpo. A deformação na posição de equilíbrio é x_eq = m*g/k. Se o bloco for solto a partir do comprimento natural da mola vertical, a amplitude do movimento será exatamente x_eq, e a velocidade máxima ocorrerá nessa nova posição de equilíbrio, não no comprimento natural. Esse detalhe confunde bastante quem está começando. Para quem precisa de material de prática, exercícios de livrinhos como o Halliday, o Resnick e o Young & Freedman cobrem esse tema com boa variedade. A internet também tem listas prontas. O importante é resolver, conferir a resposta e, se errar, refazer o caminho inteiro até achar onde a lógica falhou.