Vozes Verbais 8 Ano - VOZES VERBAIS 8 Ano 2023 | PDF | Assunto (gramática) | Gramática
VOZES VERBAIS 8 Ano 2023 | PDF | Assunto (gramática) | Gramática

O que são vozes verbais e por que todo mundo enrosca

A questão das vozes verbais aparece todo ano nas provas de oitavo ano e, sinceramente, a maior parte dos alunos erra na mesma coisa. Não porque o conceito seja difícil, mas porque a transformação da voz ativa para a passiva exige atenção a detalhes que ninguém explica direito no caderno. Voz ativa é quando o sujeito pratica a ação. Voz passiva é quando o sujeito recebe a ação. Voz reflexiva é quando o sujeito pratica e recebe a ação ao mesmo tempo. Isso você aprende na primeira semana. O problema começa quando aparece um verbo pronominal ou uma oração com objeto indireto.

vozes verbais 8 ano: como identificar na prática

O método que eu uso — e recomendo — é o da transformação direta. Você pega a oração e tenta transformá-la na voz oposta. Se conseguir formar uma oração passiva correta, era ativa. Se não der, era reflexiva ou intrinsecamente pronominal. Funciona para 90% dos casos. Pegue este exemplo: "Os alunos estudaram a lição." Transformando para passiva: "A lição foi estudada pelos alunos." Dá certo. Voz ativa. Agora veja: "Eles se cansaram." Tente transformar: "Cansaram-se?" Soa estranho, não é? Isso porque cansar-se é um verbo intrinsecamente pronominal. Não admite voz passiva analítica. Esse é o tipo de pegadinha que cai em prova e os alunos deixam marcada errado."

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Outro ponto que sempre gera confusão: a passiva sintética. Quando usamos o "se" como partícula de indeterminação do sujeito, isso também é uma forma de voz passiva, mas não a que todo mundo conhece. "Vendem-se casas." Aqui, "casas" é o sujeito paciente e o verbo concorda com ele. O sujeito é indeterminado porque não aparece o agente. Alguns materiais didáticos tratam isso como uma coisa à parte, mas na verdade é voz passiva pronominal. Anotar isso no caderno evita meia dúzia de erro na prova. Um caso que eu vi dar errado muitas vezes: alunos confundem a passiva com a voz reflexiva quando o pronome "se" aparece. A diferença é simples de testar. Na voz reflexiva, o sujeito pratica e recebe a ação. Você pode colocar "a si mesmo" depois do verbo e a frase faz sentido. "Ele feriu-se" = "Ele feriu a si mesmo." Na passiva com "se", não funciona. "Alugam-se apartamentos." = "Alugam-se a si mesmo?" Não. Ponto.

Há uma armadilha com verbos que não admitem voz passiva. Verbos intransitivos como chegar, ir, ocorrer nunca terão uma transformação passiva possível. "Ocorreu um acidente." Não existe "Um acidente foi ocorrido." Isso soa errado e deve ser marcado como voz ativa com sujeito absoluto ou como oração sem voz passiva viável, dependendo do que a questão pedir. Na hora de estudar para a prova, o caminho mais rápido é fazer exercícios de transformação. Pegue dez orações ativas, tente passivá-las. Se uma não der certo, investigue o porquê. Talvez seja pronome oblíquo átono ligado a verbo no infinitivo, talvez seja verbo pronominal. Anotar cada exceção num pequeno caderno de erros reduz em muito o tempo de revisão antes da avaliação.

O que mais atrapalha é a pressa. Alunos lêem a frase, veem um "se" e já marcam reflexiva sem testar. O teste do "a si mesmo" leva dois segundos e evita esse erro na hora. Outro problema comum: concordância na passiva analítica. O sujeito paciente determina o verbo, não o agente. "Os livros foram lidos." Não "O livro foram lidos." Simples, mas em frases mais longas com adjuntos adverbiais no meio, a atenção falha. Se quiser se aprofundar, a gramática do Cunha e Cintra trata o assunto com mais profundidade que a maioria dos livros do oitavo ano. O capítulo sobre vozes verbais tem exemplos que cobrem os casos mais difíceis, incluindo a diferença entre passiva sintética e ativa com sujeito indeterminado — algo que muita gente mistura.