Como usar Wella Soft Colour na prática
O Wella Soft Colour é uma linha de coloração semiamina da Wella Professionals que promete cobertura de brancos com menor amplitude de amônia. O produto chega em tubos de 60ml, geralmente com dois componentes: o creme de cor e o emulsionador oxidante. A mecânica básica é a mesma de qualquer tintura permanente tradicional, mas existem detalhes que fazem diferença no resultado final. O que muita gente não considera é a viscosidade do creme. Ele é mais espesso que cores convencionais de supermercado, o que facilita a aplicação em mechas finas sem escorrer. Por outro lado, esse mesmo creme denso exige que você trabalhe com mais cuidado nos cabelos grossos e compactos, porque o produto tende a empobrecer se não for Massageado até a raiz com frequência. Eu costumava aplicar com pincel e deixar o cabelo absorver, e o resultado era mancha irregular em clientes com textura grossa. A correção foi simples: passar o produto com as luvas mesmo, Massageando o creme de raíz a pontas antes de processar. Leva 30 segundos a mais por cabelo inteiro, mas resolve o problema.
wella soft colour: composição e recomendações de uso
A paleta tem tons quentes e frios cobrindo números como 1 a 13, com subtons identificados por letras. A linha inclui opções como 7-1, 8-3, 9-16 e variações mais específicas. O creme de cor combina com o emulsionador em proporção 1:1, e a OB (Oxidante Bleaching) pode ser usada quando há necessidade de levantar o tom junto com a cobertura. O oxidante padrão vem em 20 volumes (6%) para cobertura total de brancos, e 30 volumes (9%) quando se deseja um leve lifting. Existem também opções de 40 volumes, mas eu evito em cabelos já tratados, porque a estrutura fibrosa já está comprometida e o resultado acaba sendo uma cor desproporcionalmente clara com pontas ressecadas.
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Um detalhe técnico que poucos mencionam: a linha tem uma porcentagem de amônia menor que a coloração profissional clássica, mas não é zero. Se o cliente tiver couro cabeludo extremamente sensível, ainda haverá irritação possível. A recomendação padrão é fazer teste de aderência 48 horas antes, mas na prática muitos profissionais pulam esse passo. Não recomendo. Outro ponto prático: o tempo de processamento recomendado varia entre 25 e 35 minutos. Em cabelos que resistem demais à cor, eu estendo para 40 minutos com calor leve, usando gorro plástico e uma toalha morna por cima. O calor acelera a penetração do pigmento sem danificar a fibra significativamente. Já vi colegas usarem secadores diretamente no cabelo tingido com essa linha e obterem resultados ruins, com as pontas ficando alaranjadas e o tom irregular. Evite isso.
Há ainda o caso dos cabelos anteriormente tingidos com henna ou produtos metallicos. Nesse cenário, o Wella Soft Colour não resolve. O pigmento metálico reage de forma imprevisível com o developer, e o risco de reação química indesejada é real. O melhor caminho nesses casos é remover o produto anterior com um tratamento específico antes de qualquer aplicação de cor. Se você está buscando uma alternativa para cabelos muito danificados ou para quem prefere evitar amônia completamente, existem linhas de coloração demi-permanente ou cores vegetais que podem ser mais adequadas. O Wella Soft Colour é uma boa opção para cobertura de brancos com acabamento natural, mas não é universal. Conheço casos em que ele falhou em cabelos com mais de 80% de grisalha muito resistente, onde foi necessário usar um tom mais escuro ou fazer uma pré-pigmentação com um tonalizante antes da cor definitiva.
O preço do tubo gira em torno de R$ 25 a R$ 40, dependendo do fornecedor. Vale a pena testar em um fio de cabelo antes de aplicar no cliente inteiro, principalmente se for a primeira vez usando essa linha. O teste de mecha leva cerca de 15 minutos e evita surpresas desagradáveis.