O básico que ninguém explica direito
Was e were são formas do verbo to be no passado simples em inglês. A diferença entre eles depende do sujeito. Was vai com I, he, she, it. Were vai com you, we, they. Parece óbvio, mas a maioria das pessoas trava na hora de usar, principalmente quando encontra situações que fogem do padrão. No meu dia a dia corrigindo textos e conversas, vejo gente confundir constantemente. Um caso bem específico que me lembro: um aluno brasileiro escreveu "If I was rich" em vez de "If I were rich". O erro é grave do ponto de vista da norma culta porque se trata de um condicional irreais, um subjuntivo. Na fala informal, muita gente usa was mesmo assim, e os nativos entendem. Mas em escrita formal ou em provas de inglês, o correto é were. Eu costumava simplesmente corrigir e explicar a regra, mas percebi que a melhor abordagem era dar exemplos práticos do cotidiano antes de mencionar o termo técnico "subjuntivo". As pessoas esquecem regras gramaticais, mas lembram de situações reais.
Como usar was e were na prática
A forma mais direta é pensar na conjugação básica. No passado simples, o verbo to be se divide assim: eu era/estava (I was), ele/ela era/estava (he/she/it was), nós éramos/estávamos (we were), vocês/elas/eles eram/estavam (you/we/they were). A pergunta é só inverter: "Was she tired?" em vez de "She was tired". A resposta curta fica "Yes, she was" ou "No, she wasn't". Para were, vira "Were you there?" e a resposta é "Yes, I was" — aqui já começa a primeirapegadinha. A pegadinha real é com o pronome "you". Tanto para singular quanto para plural, você usa were. Isso confunde bastante falantes de português porque não temos essa distinção no nosso sistema verbal. "You were" funciona para uma pessoa ou várias. Não existe "you was" em hipótese alguma fora de gírias regionais bem específicas.
O uso negativo também tem sua particularidade. Wasn't e weren't existem, mas weren't é muito mais comum em discursos formais e escritos do que wasn't em certas construções. Na prática, ambas são corretas. A diferença é mais de registro do que de gramática. Outro ponto que as pessoas não costumam levar a sério: was e were também aparecem em estruturas contínuas no passado, como "I was working" ou "They were sleeping". Nesses casos, não é o verbo to be sozinho, é parte do past continuous. O auxiliar mantém a mesma lógica de sujeito, mas o significado muda completamente. Não dá para tratar os dois usos como a mesma coisa.
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Erros comuns e como evitá-los
O erro mais frequente que eu vejo é a troca de was por were quando o sujeito exige was, e vice-versa. Gente escreve "He were" ou "They was" sem perceber. A causa geralmente é que o falante está pensando em português e aplicando uma única forma de passado para tudo. Em português, "eu era", "ele era", "nós éramos" soa similar, então a tendência é uniformizar. Em inglês, a uniformização não funciona. Outro erro comum é usar was/were em tempos verbais onde não cabem. Por exemplo, "I was go to the store yesterday" está errado porque was não acompanha verbos no infinitivo nessa estrutura. O certo seria "I went to the store yesterday". Was e were só funcionam como auxiliares seguidos de gerúndio (past continuous) ou como verbos principais seguidos de adjetivo, substantivo ou preposição.
Uma limitação importante que poucas fontes mencionam: was e were não têm formas no futuro. Se você precisa falar de algo no futuro usando to be, usa will be. Não existe "will was" ou "will were". É uma restrição simples, mas quem está aprendendo tende a forçar a conjugação onde ela não se aplica. Para condições hipotéticas, o uso de were com todos os sujeitos ("If I were", "If he were") é a forma normativa, mas em contextos informais como conversas do dia a dia, podcasts e séries, "If I was" é extremamente comum e amplamente aceito. A questão é saber distinguir o registro. Se estiver fazendo uma redação acadêmica ou uma prova de inglês, use were. Se estiver conversando com um amigo, was normalmente não vai te causar problemas.
Resumindo o que funciona: decore a tabela de sujeito com was e were, treine fazendo perguntas e negações em voz alta, e preste atenção nos dois usos diferentes — como verbo principal e como auxiliar de past continuous. O resto vem com exposição ao idioma. Ler textsos e assistir a conteúdo em inglês natural ajuda mais do que decorar listas de exercícios isolados.