Escolha A Alternativa Que Apresenta Um Erro De Colocação Pronominal - Escolha A Alternativa Que Apresenta Um Erro De Colocação Pronominal ...
Escolha A Alternativa Que Apresenta Um Erro De Colocação Pronominal ...

Colocação pronominal no português: o que realmente cai em provas

A maioria das bancas cobra os mesmos três erros repetidos, e os candidatos perdem points por não perceber o padrão. Vou direto ao que importa.

Como escolher a alternativa que apresenta um erro de colocação pronominal

O primeiro passo é identificar o fator de atração ou de proibição na oração. Quando há palavra atrativa antes do verbo, a próclise é obrigatória. Palavras como negativas (não, nunca, jamais), advérbios, pronomes relativos, conjunções subordinativas e algum pronome oblíquo átono puxam o pronome para antes do verbo. Se a alternativa colocar o pronome depois do verbo nesses casos, está errada. Já se não houver qualquer fator de atração e a oração começar com o verbo, a ênclise é o padrão. O pronome vem depois do verbo, com hífen. É o regime neutro, o padrão do português brasileiro falado também. Qualquer desvio nesse contexto precisa de justificativa clara.

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Na prática, eu resolvo essa questão de forma mecânica: faço um checklist mental em três passos. Verbo no início? Ênclise. Palavra atrativa antes do verbo? Próclise. Futuro do presente ou do subjuntivo sem fator de atração? Mesóclise. Esse esquema elimina 90% das dúvidas em questões de múltipla escolha. Me deparei uma vez com uma questão da FGV que trazia a frase "Encontrar-se-á o material amanhã" como alternativa correta para um período no futuro do subjuntivo. A banca considerava errada a próclise "que se encontrará o material", mas ocorre que a conjunção "que" exerce atração próclise, então a forma com "se" antes do verbo era, sim, a única correta. A alternativa marcada como errada estava, na verdade, certa. Situações assim aparecem com frequência em concursos de nível médio e superior, e a maioria dos candidatos erra porque confia cegamente na banca em vez de aplicar a regra.

Um detalhe que quase ninguém lembra: o infinitivoflexionado (para que façamos) também atrai o pronome. A forma fizéssemos-nos soa estranha porque ninguém usa, mas que nos fizessem é correto e cai todo ano. A mesóclise, por sua vez, só ocorre com verbo no futuro do presente ou do subjuntivo e na ausência de fator próclise. Exemplo clássico: "Dar-te-ei o resultado" ou "Quando se chegar, avisa-me". Neste último caso, o "se" subordinativo atrai, então seria "quando chegar-se-á" só se não houvesse o "se" pessoal. Confuso? É. Por isso a mesóclise é rara na fala e frequente na prova. Outro ponto contra-intuitivo: o "se" partícula apassivadora ou de indeterminação do sujeito não é pronome e, portanto, não se coloca entre o verbo e o sufixo. "Vende-se a casa" e "Precisa-se de funcionários" estão corretos, mas "Se vende a casa" já é próclise induzida por erro de análise. Isso aparece em quase todas as provas."