Passos de quadrilha simples: o básico que realmente funciona
Quadrilha é dança de festa junina, ponto final. Não tem mistério. Os passos simples são a base para tudo que vem depois — e é onde a maioria das pessoas erra porque acha que não importa aprender devagar. Importa sim.
O que são passos de quadrilha simples
São os movimentos fundamentais executados sem coreografias complicadas. Cada passo tem um nome e uma função específica no ritmo. O grupo se organiza em fileiras ou pares, e o locutor vai comandando as entradas. Para quem está começando, os passos essenciais são: passo lateral, passo de marcha, cruzado, mão dada e a palma. O passo lateral é o mais simples dos dois pés. Você dá um passo para o lado com o pé direito, fecha com o esquerdo, e repete para o outro lado. Isso parece boba, mas é o que sustenta toda a formação. Se o passo lateral estiver desequilibrado, o cruzado vai falhar.
O passo de marcha consiste em avançar com o pé direito, levar o esquerdo até ele, avançar com o esquerdo e fechar com o direito. É basicamente uma caminhada ritmada. A maioria dos grupos usa isso na entrada da quadrilha. O cruzado é onde as coisas ficam mais interessantes. O casal se segura pelas mãos, avança um passo e cruza os braços na frente do corpo, trocando de lugar. O segredo não é a velocidade, é o momento certo de soltar e voltar à posição original.
Tem também a palminha, que é simplesmente bater palmas no tempo da música. Parece óbvio, mas já vi dupla sair do passo porque a pessoa bateu palmas fora do compasso e perdeu o ritmo interno.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Como executar na prática
Comece devagar. Use uma música de quadrilha mais lenta para treinar — aquelas clássicas de sanfona e zabumba, cerca de 100 a 110 batidas por minuto. Conte em voz alta: um, dois, três, quatro. O passo lateral acompanha um e três. A marcha acompanha todos os quatro tempos. Pratique sozinho antes de chamar um parceiro. Sim, sozinhas. A coordenação precisa existir antes de você depender do outro. Eu comecei treinando em frente ao espelho do quarto porque minha coordenadora sempre me dizia para confiar no próprio equilíbrio primeiro.
Quando for praticar em dupla, fique atento ao contato visual. Não olhe para os pés o tempo todo. Olhe para o parceiro e use a percepção periférica para saber onde estão os outros grupos. Isso evita colisões em danças com oito ou mais casais no espaço. Um problema comum que encontrei na prática: quando o grupo tenta fazer o cruzado sem sincronia, dois casais acabam colidindo no meio porque um avançou antes do outro. A solução foi simples — o líder deve dar uma contagem verbal antes do cruzado, tipo "um, dois, cruz!", para alinhar todos simultaneamente. Sem isso, vira engarrafamento.
Outro detalhe que poucos levam a sério: o posicionamento dos pés. O pé de apoio deve estar sempre levemente flexionado, nunca travado. Isso permite transições rápidas entre os passos e reduz muito a fadiga nas pernas durante uma apresentação longa. Para quem quer ir além dos passos básicos, o próximo nível envolve combinações como marcha com palmas, passo lateral com troca de lugar, e o clássico mão alta onde os braços se elevam acima da cabeça durante o cruzado. Mas isso só faz sentido se os passos simples estiverem firmes.
Não adianta pular etapas. Quadrilha simples é o alicerce. Se ele estiver torto, o resto desmorona no primeiro compasso.