Como funciona o estudo de tipos de sujeito no 6º ano
O assunto de tipos de sujeito costuma ser um dos primeiros que aparecem na análise sintática e também um dos que mais geram confusão. A turma entra em pânico quando vê "indeterminado" pela primeira vez, mas na prática o conceito é bem mais simples do que parece. O problema é que os livros didáticos às vezes explicam de forma muito teórica e os exercícios subsequentes não combinam com a explicação. O que vou apresentar aqui segue uma sequência que eu recomendo testar antes de qualquer outra coisa: identificar o verbo, perguntar quem praticou a ação ou sobre quem se fala, e só então classificar. Nada disso funciona se pular a primeira etapa.
tipos de sujeito exercícios 6 ano
O material que listo abaixo foi organizado pensando em alunos que estão dando os primeiros passos nessa área. Cada exercício pede para localizar o sujeito e classificar, o que é exatamente o formato que as provas costumam cobrar. Lista de exercícios para praticar:
1. A professora explicou a aula com calma. — Sujeito simples. 2. O aluno e a aluna chegaram atrasados. — Sujeito composto.
3. Alugam-se apartamentos no centro da cidade. — Sujeito indeterminado. 4. Choveu bastante durante a noite. — Oração sem sujeito.
5. Os meninos e as meninas brincaram no pátio. — Sujeito composto. 6. Precisa-se de funcionários para o comércio local. — Sujeito indeterminado.
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7. O cachorro latiu forte durante a madrugada. — Sujeito simples. 8. Os ventos e as chuvas castigaram a região nordestina. — Sujeito composto.
9. Faz dois anos que não vejo meus primos. — Oração sem sujeito. 10. Vendem-se casas próximas ao colégio. — Sujeito indeterminado.
Esses dez itens cobrem todos os quatro casos que aparecem no conteúdo do 6º ano. Se o aluno consegue classificar esses exemplos corretamente, já tem a base necessária para responder questões mais elaboradas. O erro mais frequente que eu vejo é confundir sujeito indeterminado com oração sem sujeito. A diferença é mecânica. No indeterminado existe uma ação com agente, mas ele não foi identificado. Na oração sem sujeito, não há agente nenhum porque o verbo é impessoal. Isso significa que verbos como "chover", "fazer" indicando tempo, "ocorrer" e "bastar" quando usados no sentido de existir nunca terão sujeito. Já verbos como "alugar", "vender", "pede" na voz passiva sintética com "se" exigem a classificação como indeterminado.
Uma pegadinha que aparece com frequência nas provas diz respeito à locução verbal. Quando o verbo principal é impessoal, todo o complexo fica sem sujeito. Por exemplo, em "Deve chover amanhã", o sujeito não é "amanhã". Amanhã é adjunto adverbial de tempo. O núcleo do verbo é "chover", que continua sendo impessoal. Esse erro aparece em praticamente todas as turmas que eu já acompanhei, e a correção é sempre a mesma: isolar o verbo principal e testar se ele pode ter um sujeito antes de classificar. Outro ponto que vale a pena anotar é o uso do "se" como índice de indeterminação do sujeito. Nem todo "se" cria sujeito indeterminado. Quando o verbo é transitivo direto e aparece com "se", o "se" funciona como partícula apassivadora e o substantivo que vem depois é o sujeito. "Vendem-se casas" tem "casas" como sujeito. A prova de fuego é simples: transforma na voz passiva analítica. "Casas são vendidas no centro." Se a frase funciona, o sujeito está identificado e não se trata de indeterminado. A diferença é sutil, mas define se o aluno acerta ou erra a classificação.
Para quem quer mais exercícios, a busca por tipos de sujeito exercícios 6 ano nos sites das secretarias de educação ou nos portais de materiais pedagógicos costuma retornar listas com trinta a cinquenta itens, muitas vezes organizadas por tipo de sujeito para facilitar a prática sequencial. Recomendo fazer primeiro os de sujeito simples e composto, depois os de indeterminado e por fim as orações sem sujeito, porque a progressão de dificuldade é menor nesse ordem. Tentar fazer tudo misturado logo de cara gera confusão desnecessária. Se o objetivo é apenas completar a lição de casa, os dez exercícios acima resolvem. Se a intenção é realmente consolidar o conteúdo para a prova bimestral, o recomendado é encontrar pelo menos duas listas adicionais com vinte itens cada, cronometrando cerca de quinze minutos para completar cada uma. A repetição com cronômetro ajuda a fixar o raciocínio de identificação antes da classificação, que é o passo onde a maioria dos erros acontece.