Triste Fim De Policarpo Quaresma Resumo - Triste Fim De Policarpo Quaresma Resumo Do Livro - GITEDU
Triste Fim De Policarpo Quaresma Resumo Do Livro - GITEDU

O que realmente acontece no final do livro de Lima Barreto

Policarpo Quaresma morre na prisão, envenenado pelo próprio cativeiro e pela frustração de um homem que acreditou demais no Brasil. O resumo do triste fim de Policarpo Quaresma é a conclusão de uma obra que começa com idealismo e termina com a eliminação física do protagonista. Não tem reviravolta heroica. Não tem morte gloriosa. Ele simplesmente desaparece, como muitos outros que o país engole. Ao longo da narrativa, vemos Policarpo passar por três momentos centrais. Primeiro, ele tenta reformar a agricultura através do cultivo do arroz japonês, apresentando um requerimento ao governo com propostas técnicas sérias. Recebe apenas ignorância e burocracia. Depois, se envolve com o movimento da Armada, apoiando a revolta de 1910 porque acredita que os oficiais eram mais capacitados. Quando a revolta falha e os líderes são enforcados, ele percebe que a incompetência está em todos os lugares, não em um lado específico.

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Por fim, Policarpo é preso durante a Primeira Guerra Mundial sob a acusação de ser desleal por ter criticado publicamente o envolvimento do Brasil no conflito ao lado dos Aliados. Ele defende, de forma coerente, que o Brasil deveriasua própria industrialização em vez de enviar soldados para guerras europeias. Ninguém ouve. Ele é acusado de traição, colocado em cela de castigo, e morre de fome e tortura passiva. O exército encerra o caso rapidamente, sem processo justo. O que a maioria dos resumos escolares deixa de fora é a dimensão política real da obra. Lima Barreto não escreveu apenas sobre um homem ingênuo. Ele escreveu sobre um sistema que elimina quem pensa diferente, independentemente da época. Policarpo é um nacionalista genuíno, não um traidor. A ironia é que sua pátria o mata por querer o melhor para ela.

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Um detalhe importante que poucos mencionam: o narrador do livro é um amigo de Policarpo, Alberto Bisonte, que vai buscar os papéis do defunto e vai contando a história através de documentos encontrados. Essa estrutura documental dá ao livro um tom de testemunho real, quase jornalístico. Lima Barreto estava escrevendo sobre o Brasil de seu tempo, mas muitos dos problemas descritos permanecem décadas depois. A corrupção, o racismo institucional, a desconfiança em relação ao conhecimento técnico, a violência do Estado contra dissidentes. O final em si é brutalmente simples. Policarpo está numa cela escura, submetido a privação de comida e água. Seu corpo entra em colapso. Antes de morrer, ele tem uma visão do futuro do Brasil, uma cena onírica onde vê a nação se materializando como uma mulher que carrega pesados fardos. É uma das passagens mais poderosas do romance, e é também a última coisa que o leitor vê do personagem antes do epílogo, onde apenas confirmamos que ele faleceu.

Lima Barreto morreu dois anos após a publicação do livro, em 1922. Policarpo Quaresma também morreu em 1922, dentro da ficção. Não foi coincidência. O autor reconhecia que sua própria luta contra o preconceito racial e a mediocridade intelectual o estava destruindo. O livro é, em última análise, um documento de autodevoresação. Se você precisa apenas decorar o final para uma prova, aqui vai o essencial: Policarpo Quaresma é preso por crítica à participação do Brasil na Primeira Guerra, sofre tortura e mátrio na prisão, e morre sem que ninguém reconhecisse sua inocência ou seu patriotismo. O Estado brasileiro vence. Ele perde tudo. a vida.